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Secretário: Covid avança em MT como nuvem de gafanhotos até novembro

O secretário de Saúde do Estado, Gilberto Figueiredo compara o atual momento de alto índice de contágio de coronavírus em Mato Grosso com uma ‘nuvem de gafanhotos’, que veio da região Sudeste e agora devassa o Estado, que sofrerá período crítico da pandemia até novembro, conforme avalia.

Em coletiva online, nesta quarta-feira (15) ele reforçou que não há capacidade de atendimento de leitos de UTI na rede pública ou privada e criticou que as pessoas se comportam de forma para infectar a todos ao mesmo tempo. O Estado tem cerca de 30 mil casos confirmados e a infecção demonstra curva ascendente.

“A rede assistencial de saúde pública e privada é insuficiente. Não existem profissionais e rede de necessária. Até você que tem bom plano de saúde está sujeito a não ter leito de UTI, se precisar. É muita sede para pouca água. É isso que a população precisa entender, a covid não está escolhendo a cor dos olhos. Não está a escolhendo rico ou pobre (...) Tem gente com plano de saúde pedindo para arrumar leito do SUS, recebo centenas de mensagens me passando ficha de regulação e carteirinha do SUS, me pedindo para interferir. Eu respondo eu não interfiro na fila, seria crime, quem define são os critérios de gravidade e os médicos”, destacou.

O secretário ainda ressaltou que por mais que no boletim epidemiológico apareça que há leitos de UTI disponíveis no Estado, isso não significa que ele está ‘sobrando’. Estes leitos, segundo ele, assim que desocupados já são reservados para atender pacientes que estão na fila de espera.

A média de tempo de ocupação de um leito de UTI é de 15 dias e aproximadamente apenas 40% dos pacientes sobrevive.

FONTE REPÓRTER MT