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MT vai cancelar contrato de R$ 200 mil com hotel para quarentena de profissionais da Saúde

O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, declarou nesta quinta-feira (6) que o Governo do Estado vai cancelar o contrato no valor de R$ 200 mil com o Hotel Fazenda Mato Grosso. O espaço foi alugado pelo Executivo para receber médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde expostos de alguma forma ao coronavírus.

Contudo, desde a locação, o espaço está sem utilidade. Nenhum servidor da saúde se hospedou no local. “Nós ontem tomamos uma decisão junto ao comitê de situação no Palácio Paiaguás, onde, como nós não tivemos incidência, nem a necessidade de continuar tendo a contratação desse serviço”, disse.

O contrato com hotel foi firmado no fim do mês de abril com vigência de 30 dias e poderia ser prorrogado por mais um mês. Ao todo, 50 apartamentos foram colocados à disposição dos trabalhadores que optassem em não voltar para casa, sob o risco de infectar familiares ou serem infectados.

O espaço chegou a ser oferecido para uma servidora de uma Laboratório Central de Saúde Pública do Mato Grosso (Lacen), que contraiu a Covid-19. No entanto, ela se recusou se hospedar no local e faz a quarentena em casa. “Não temos nenhum paciente lá hospedado, nós tivemos o caso de uma servidora do Lacen infectada foi disponibilizado para ela fazer a quarentena no hotel, ela preferiu fazer em sua própria residência”, complementou.

Com a rescisão do contrato, Figueiredo explica que profissionais que eventualmente contraírem o Covid-19, terão que utilizar as unidades hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS), caso não puderem ficar em casa para não contagiar familiares. “Nós não vamos prorrogar por mais tempo, somente nesse primeiro mês. E aí os pacientes que forem servidores da saúde, que, forem infectados e não puderem cumprir o isolamento domiciliar, estaremos disponibilizando para ele, instalações hospitalares, já que o paciente sendo um caso confirmado ele poderá, se quiser, fazer isso em uma de nossas unidades hospitalares”, explicou.

Ao finalizar a live, Gilberto respondeu a um questionamento explicando que não seria possível precisar se servidora do Lacen teria sido infectada dentro do laboratório, que é responsável pelos testes da doença. “Não da precisar isso, todos os profissionais da saúde eles não vivem 24 horas por dias dentro do laboratório. Eles são cidadãos, eles circulam, vão para casa, pegam ônibus, muitos pegam Uber. Ou seja, não estão 100% bloqueados e protegidos. Necessariamente, não tem como precisar que ela foi infectada na atuação no trabalho”, finalizou.


FONTE FOLHA MAX