Oposição faz desafio, vereadores da base aceitam e constatam falta de remédios e de médicos
Os vereadores de oposição e da base do prefeito Emanuel Pinheiro agora discutem sobre uma das funções essenciais dos parlamentares: a de fiscalizar a administração municipal. Tudo isto em meio a um processo de cassação no qual apura se houve excesso ou não da parte de Abílio Brunini (PSC) durante uma ação fiscalizatória no Hospital São Benedito.
A divergência é porque na quinta-feira (27), os vereadores Diego Guimarães (PP) e Abílio foram fazer uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento da Morada do Ouro, devido à denuncia de precariedade no atendimento. Na oportunidade, constataram falta de medicamentos e desfalque no quadro médico, o que estava gerando muita demora no atendimento.
No dia seguinte, na manhã de sexta-feira (28), um grupo de vereadores liderado pelo líder do prefeito Luis Claudio (PP) e pelo presidente do Legislativo Cuiabano Misael Galvão (PTB) também estiveram na UPA. O fato virou motivo de chacota entre os vereadores da oposição, que utilizaram as redes sociais para relatar o acontecimento.
A idéia do grupo da base em ir até a UPA foi sugerida inclusive por Diego. Misael convocou a imprensa e convidou alguns colegas de parlamento - Toninho de Souza (PSD), Luís Cláudio (Progressista) e Adevair Cabral (PSDB) -, a realizarem a fiscalização de surpresa na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Morada do Ouro.
O problema é que as irregularidades foram mesmo constadas e os vereadores da base tiveram que admitir os problemas. O presidente da Casa sugeriu então que a Comissão de Saúde elabore um relatório com todos os problemas encontrados para repassar à prefeitura.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde confirmou a falta de medicamentos, mas alegou que os remédios estão sendo substituídos por outros que possuem a mesma posologia. De acordo com o órgão, o problema será resolvido até a próxima semana com a chegada de lotes emergenciais de medicamentos e insumos.
Já com relação à falta de pediatras, a secretaria reconheceu que o número de profissionais não é suficiente para atender a demanda, mesmo já tendo convocado todos os aprovados em processo seletivo, inclusive, os que integram o cadastro de reserva.
Para tentar resolver o problema, o município solicitou autorização do Tribunal de Contas do Estado (TCE) para realizar a contratação emergencial de profissionais.
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