Background

Notícias



entry image

Especialistas debatem qualidade dos cursos de medicina no país

A abertura indiscriminada de cursos de medicina foi uma das preocupações discutidas no encontro, destacou o 2º tesoureiro do CFM, Carlos Magno Dalapicola

O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, no dia 25 de novembro, o XII Fórum Nacional de Ensino Médico, que, na primeira mesa-redonda, reuniu especialistas para debater os métodos de avaliação das escolas médicas e novos métodos utilizados para avaliar os estudantes ou egressos.

“Um dos eventos mais importantes da nossa autarquia, o XII Fórum tem o objetivo de estimular reflexões sobre a qualidade dos egressos de cursos de medicina no Brasil e, dentre as

preocupações, está a abertura indiscriminada de cursos e vagas para médicos, cujo total em funcionamento já chega a 389 faculdades de medicina”, afirmou Carlos Magno Pretti Dalapicola, 2º tesoureiro do CFM, na abertura do evento. O diretor destacou que o CFM tem buscado frear a esses processos em diferentes instâncias, “seja no judiciário, seja com apoio da articulação política no Congresso Nacional, seja na tentativa de sensibilizar os gestores públicos mostrando os prejuízos individuais e coletivos”.

Coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM, organizadora do fórum, o conselheiro Júlio Braga abriu os debates afirmando que “estamos aqui fazendo o que a sociedade espera.”, ponderando que, em 2017, uma pesquisa de opinião pública contratada pelo CFM indicou que 91% da população foi favorável à realização de um exame de egressos no País.

Representante do INEP/MEC, o palestrante Leonardo Tostes apresentou a forma como os cursos são avaliados pelo Governo Federal, afirmando que os instrumentos utilizados atualmente foram desenvolvidos em 2017 e são divididos em: credenciamento, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento. “O instrumento de reconhecimento é o mais robusto porque nessa etapa o curso de medicina já tem aproximadamente 75% do seu funcionamento. Não é um instrumento hoje destinado apenas à avaliação dos cursos de bacharelado em medicina, é um instrumento geral”, explicou.

De acordo com o representante do INEP, o instrumento de reconhecimento de curso passará por revisão, até o final deste ano.
O conselheiro Júlio Braga ponderou que a palavra medicina só aparece uma vez no instrumento de avaliação de 2017, especificando que faz parte da “área de saúde”. “A avaliação é similar, em bloco e há particularidades no curso de Medicina que precisam ser avaliadas”, destacou Braga.

Reforçando a necessidade de qualificar o sistema formador, o coordenador do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME) do CFM, Donizetti Giamberardino Filho, destacou que o SAEME é a única organização credenciada internacionalmente a fazer a acreditação de escolas médicas brasileiras. “O curso de medicina não pode ser visto como um negócio, é um serviço de interesse social e o SAEME promove, através de uma auditoria externa, a qualificação dos cursos, a boa prática médica e a proteção da sociedade”, pontuou Donizetti.
Atualmente há 45 cursos de medicina acreditados pelo SAEME-CFM, que podem ser consultados em saeme.cfm.org.br , 12 em processo de avaliação e 97 inscritos.

Para saber mais sobre avaliação e acreditação dos cursos de medicina, acesse o canal do CFM no YouTube e assista o XII Fórum Nacional de Ensino Médico: youtube.com/@medicina_cfm/streams .


FONTE CFM