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Cuiabá: pacientes reclamam de demora para atendimento médico na UPA Verdão

Pacientes que buscaram atendimento na UPA Verdão, em Cuiabá, nesta terça-feira (12), denunciaram a demora excessiva nos atendimentos. Conforme pessoas que estavam na unidade de saúde, apenas dois médicos estavam escalados no plantão.
A demora no atendimento e a falta de insumos hospitalares são as principais queixas dos pacientes e acompanhantes. Um deles é Danilo Alves Gomes, que trabalha como atendente. Segundo ele, seu estado de saúde é bem ruim já que apresenta sintomas de covid-19 e, mesmo assim, não foi priorizado seu atendimento na triagem.

“Aqui na UPA do Verdão eu cheguei às 10h, ruim e com sintomas de coronavírus. Meu corpo ruim, com diarreia, ânsia de vômito, e estou há horas esperando sem almoçar. Falei para eles que eu estou sem almoçar, com dor e com sintomas de covid e mesmo assim não me atenderam. Eles atendem os mais idosos. Isso é uma injustiça que estão fazendo”, disse ele.

A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada pelo Primeira Página e não se manifestou até a publicação deste reportagem.

Acompanhante da esposa, Moisés Leão contou que chegou à unidade de saúde por volta das 8h após sua esposa passar mal, no entanto, no período vespertino ainda não havia recebido qualquer atendimento médico. Segundo ele, falta soro para que os pacientes recebam medicações na veia.
“Estou com minha esposa passando mal aqui na UPA Verdão desde às 8h. Ela não teve atendimento até agora. Estamos sem almoço, sem café da manhã e nada de ser atendida. Várias pessoas estão saindo daqui para ir a outra unidade de saúde porque só tem dois médicos aqui. Nem soro tem para fazer a medicação. Eu estou indignado por isso”.

Outro acompanhante de paciente denunciou que a UPA Verdão permaneceu lotada o dia todo, com fila de espera para atendimento de até 60 pessoas.

“Eu cheguei aqui 14h, mas a maioria chegou cedo. Eu encontrei uma pessoa conhecida que chegou 8h para fazer uma punção no seio e ela está até agora esperando ser atendida. Tem 26 pessoas na frente dela. Tem mais de 60 pessoas lá dentro, desde o início da manhã com fome, e esperando porque só tem dois médicos e apenas um é clínico. Ninguém sabe a hora que ele vai ser atendido”.


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