Vereadora denunciou esquema de
Há exatamente um ano, a vereadora Michelly Alencar (DEM) identificou a existência de médicos fantasmas em unidades de saúde de Cuiabá e denunciou o caso ao Ministério Público Estadual (MPE). Agora, o esquema foi alvo da Operação Chacal, deflagrada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), nessa terça-feira (3).
Em maio do ano passado, a vereadora foi até a Unidade de Saúde da Família, do bairro Novo Colorado, e comprovou que um médico e uma enfermeira que estavam lotados no local nunca tinham sido vistos lá.
A fiscalização foi acompanhada por uma equipe do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), a pedido da parlamentar.
Não podemos ver o dinheiro público indo pelo ralo e ficar de braços cruzados
Ela conversou com uma servidora do posto e perguntou se ela conhecia o médico cujo nome constava no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) como servidor da unidade e a resposta foi não. Esse foi um dos casos denunciados e registrados em vídeo.
"Se eles não estão aqui, alguém está recebendo por eles. Não podemos ver o dinheiro público indo pelo ralo e ficar de braços cruzados", declarou Michelly, à época.
A denúncia foi feita quando outro esquema de corrupção na Saúde de Cuiabá era alvo de outra operação policial, a Autofagia, contra dentistas que exigiam parte dos salários de colegas depois da transferência deles para unidades em que os salários eram maiores.
Nas investigações que resultaram na Operação Chacal, a polícia identificou que os “servidores fantasmas” estavam recebendo salários como médicos, além de receberem o prêmio-saúde pago pela Prefeitura de Cuiabá. Entre eles, um motorista de aplicativo, pedreiro, pintor, mecânico e o caseiro de uma fazenda na região do Lago de Manso.
A polícia aponta que pelo menos seis pessoas estavam recebendo salários indevidamente, entre elas uma servidora da Secretaria de Saúde, que foi alvo de busca e apreensão. Outros servidores estão sendo investigados.
Conforme a Polícia Civil, essas pessoas foram inseridas na folha de pagamento do Pronto Socorro de Cuiabá como se fossem médicas, embora não tivessem formação na área, tão menos registro no Conselho Regional de Medicina.
FONTE MIDIA NEWS
