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Várzea Grande, capital e outros 7 municípios de MT anunciaram cancelamento de fim de ano e carnaval

Várzea Grande cancela festas públicas de fim de ano e impõe limites para festas privadas devido ao surgimento da variante ômicron da covid-19 e o receio de uma terceira onda da pandemia. A mesma justificativa tem levado gestores de Mato Grosso a repensarem as comemorações de Natal e Revéillon.

Além de Várzea Grande, Cuiabá e outros 7 municípios do Estado já anunciaram o cancelamento das festividades, por meio de decretos. Os eventos públicos foram oficialmente cancelados em Jaciara (144 km ao sul de Cuiabá), Rondonópolis (212 km ao sul), Sorriso (420 km ao norte), Sinop (500 km ao norte), Tangará da Serra (239 km ao médio norte), Santo Antônio do Leverger (34 km ao sul) e Canabrava do Norte (1.215 km a nordeste).

Outros municípios ainda não se manifestaram, ao contrário de Chapada dos Guimarães (67 km ao norte) que optou por manter as festas.

No decreto publicado nesta terça-feira (14), o prefeito de Várzea Grande, kalil Baracat, mantém a situação de emergência no município e veta a realização de eventos e festas públicas. Para eventos privados, foi liberada a realização com restrições e com a capacidade total do local, de 70%, além da obrigatoriedade do uso de máscara, álcool em gel e distanciamento social.

De acordo com o município, haverá fiscalização das forças policiais do Estado e da cidade, bem como da Vigilância Sanitária e em Saúde. “É preciso que haja um equilíbrio, pois a covid-19 não passou e novos surtos não estão descartados, o que representa dizer mais investimentos em saúde, mais leitos hospitalares, mais profissionais, enfim, todas as exigências que uma pandemia requer, por isso, todo cuidado é pouco e as exigências vão continuar pelo bem de todos, pois já temos um óbito na Europa decorrente da ômicron”, alertou o prefeito Kalil, em entrevista ao Resulmo do Dia, na TV Brasil Oeste.

No país, ao menos 20 capitais já anunciaram a suspensão das atividades de fim de ano e, algumas antecipam, inclusive, a suspensão do Carnaval de 2022. Com a descoberta em novembro da ômicron, a nova variante da covid-19 considerada preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), gestores têm cancelado as festas de fim de ano ao ar livre no Brasil.

Mas conforme a OMS, o problema é que os eventos fechados, que geram aglomeração, permanecem permitidos. Para o epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Diego Xavier, o atual momento não é propício para festas e nem de qualquer outro evento que promova aglomeração.

Ressalta que os gestores devem repensar o momento, devido aos riscos com a ômicron e pelo fato que a pandemia não acabou.

FONTE O BOM DA NOTICIA