Câmara arquiva dois pedidos para investigar Emanuel; veja como votou cada vereador
A Câmara de Cuiabá arquivou, por 17 votos a 6, além de uma abstenção, dois pedidos de abertura de Comissão Processante para investigar o prefeito afastado da Capital, Emanuel Pinheiro (MDB). O presidente da Câmara, vereador Juca do Guaraná (MDB), não vota, mas manifestou que votaria pela não abertura da Comissão Processante.
Os pedidos foram protocolados pelo suplente de vereador, Fellipe Corrêa (Cidadania), e pela promotora de vendas Fabiany Arias. Como eles tinham o mesmo objeto, a Mesa Diretora unificou e os apreciou em conjunto.
Um dos líderes da oposição, o vereador Diego Guimarães lamentou a posição dos colegas e disse que a Câmara perdeu a oportunidade de dar uma resposta positiva a sociedade. “O que nós temíamos infelizmente aconteceu. Essa Casa mais uma vez chama para si um desgaste que não é dela. Ninguém está tomando o mandato de ninguém, o Poder Judiciário já afastou e essa Casa não quer nem investigar”, disse Diego Guimarães.
A vereadora Edna Sampaio (PT), favorável ao arquivamento da Comissão Processante, esclareceu que votou pela democracia e disse que o arquivamento não significa “passar pano” para o prefeito. “Nós não podemos fazer do discurso de combate a corrupção uma guilhotina contra a democracia e o devido processo legal”, pontuou Edna Sampaio.
Líder de Emanuel Pinheiro na Câmara, o vereador Mário Nadaf (PV) afirmou que as investigações do Ministério Público e a ação judicial ainda estão em fase embrionária. “Estamos aqui a pedir que aguardemos uma decisão definitiva da justiça para que Cuiabá possa voltar ao curso normal”, colocou Nadaf.
AFASTAMENTO
Emanuel Pinheiro foi afastado do cargo no dia 19 de outubro por ordem do Tribunal de Justiça. A determinação se deve à investigação de suposta organização criminosa voltada para contratações irregulares de 259 servidores temporários na Secretaria Municipal de Saúde para atender interesses políticos do prefeito. Além de irregularidades no pagamento do Prêmio Saúde.
Em depoimento ao Ministério Público Estadual (MPE), o ex-secretário de Saúde de Cuiabá, Huark Douglas Correia, revelou que, sem necessidade, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) elevou consideravelmente o número de servidores contratados em cargos comissionados. Além disso, os valores do Prêmio Saúde para cada servidor era definido “por bilhetes” enviados pelo prefeito e pela primeira-dama.
Veja como votou cada vereador:
A favor
Diego Guimarães (Cidadania)
Dilémario Alencar (Podemos)
Michelly Alencar (DEM)
Pastor Jeferson (PSD)
Sargento Joelson (Solidariedade)
Marcos Paccola (Cidadania)
Contra
Paulo Henrique (PV)
Dr. Luiz Fernando (Republicanos)
Adevair Cabral (PTB)
Chico2000 (PL)
Didimo Vovô (PSB)
Edna Sampaio (PT)
Lilo Pinheiro (PDT)
Kássio Coelho (Patriota)
Marcrean Santos (PP)
Marcos Brito Jr. (PV)
Maria Avallone (PSDB)
Mário Nadaf (PV)
Rodrigo de Arruda e Sá (Cidadania)
Sargento Vidal (PROS)
Wilson Kero Kero (Podemos)
Cezinha Nascimento (PSL)
Demilson Nogueira (PP)
Abstenção
Eduardo Magalhães (Republicanos)
