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Vereadores querem CPI sobre contratos terceirizados na Saúde de Cuiabá

A vereadora Michelly Alencar (DEM) assinou o requerimento para a criação de uma CPI na Câmara de Cuiabá para investigar os serviços terceirizados nas unidades de saúde da administração direta e indireta da capital. O requerimento foi proposto pelo vereador Marcos Paccola (Cidadania) e tem apoio também dos vereadores Dilemário Alencar (Podemos) e Diego Guimarães (Cidadania).

Conforme justificativa do documento, a Câmara de Cuiabá tem o dever abrir essa investigação após a deflagração da “Operação Curare” pela Polícia Federal e também diante outras denúncias recebidas no parlamento e que versam sobre o mesmo assunto. Para a criação da CPI é necessário o apoio de um terço dos vereadores.

“É lamentável a situação da saúde de Cuiabá. É uma fábrica de escândalos e corrupção. E a pandemia criou um cenário perfeito para essas compras e contratações com dispensa de licitação. O prefeito Emanuel Pinheiro precisa dar explicações. É a gestão dele. É possível que em meio a tantos escândalos de corrupção e três secretários de saúde afastados ele não saiba de nada?”, questionou Michelly Alencar.

Desde 2017, quando assumiu a prefeitura de Cuiabá, Emanuel Pinheiro já teve cinco secretários de saúde. Desses, três foram afastados da gestão em razão de operações policiais e decisões da Justiça. “Fica claro que o problema é a gestão Emanuel Pinheiro. Entra secretário, sai secretário e os problemas vão se repetindo”, disse a vereadora.

Ela também comentou sobre o depoimento na CPI dos medicamentos vencidos da primeira secretária de saúde da gestão Emanuel, a servidora Elizeth Araújo. A ex-secretária afirmou que pediu a exoneração de Célio Rodrigues, que era diretor administrativo à época de sua gestão. Ele foi mantido na administração, em 2021 se tornou secretário de saúde, mas foi afastado pela Justiça na operação Curare, sendo apontado como membro de organização criminosa.

Conforme as investigações da Polícia Federal, o esquema era formado por dois núcleos, o empresarial e o político-administrativo. Várias empresas foram contratadas com dispensa de licitação e suspeita de direcionamento. Embora tivessem CNPJ diferentes, essas empresas fariam parte do mesmo grupo empresarial. Foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e medidas cautelares de suspensão de contratos administrativos e de pagamento indenizatórios para as empresas.

Fonte O BOM DA NOTÍCIA