Mensagens indicam que PM tentou negociar vacina com MT
Mensagens encontradas no celular do cabo da Polícia Militar de Minas Gerais, Luiz Paulo Dominguetti, revelam que o Governo de Mato Grosso também foi procurado pelo esquema de venda paralela de vacinas contra a Covid.
A informação foi divulgada pelo Fantástico, da Rede Globo, na noite desse domingo (4).
Dominguetti é investigado no caso. Ele se apresentava como representante da Davati Medical Supply, empresa com sede nos Estados Unidos e que seria intermediária na venda de imunizantes.
O telefone de Dominguetti foi apreendido durante sessão da CPI da Covid na quinta-feira (1º). Em uma das mensagens, ele diz a um interlocutor que Mato Grosso tem interesse na compra de doses da vacina Janssem, que é ligada à Johnson & Johnson.
O aparelho ainda está sendo periciado, mas a reportagem levantou que cerca de 900 caixas de diálogos em aplicativos de mensagens já foram analisadas preliminarmente.
"Estamos negociando algumas vacinas em números superior a 3 milhões de doses. Neste caso a comissão fica em 0,25 centavos de dólar por dose", teria escrito Dominguetti, em uma mensagem enviada no dia 10 de fevereiro a um contato identificado como Guilherme Filho Odilon.
Em outra mensagem, Dominguetti fala sobre uma negociação com a AstraZeneca, com entrega imediata de 100 milhões de doses.
Odilon responde que estão aguardando documentação no grupo e o cabo da PM afirma que Amapá e Mato Grosso possuem interesse na compra de vacinas.
Em nota, a AstraZeneca afirmou que não trabalha com qualquer intermidiário no Brasil.
Também em posicionamento enviado ao Fantástico, o Governo de Mato Grosso esclareceu que recebeu em março um e-mail com representante da Davati com oferta de vacinas contra Covid-19.
No entanto, o Paiaguás ressaltou que a negociação não avançou porque não recebeu nenhuma carta de representação da fabriante Johnson e Johnson.
Fonte MIDIA NEWS
