Diagnósticos de disfunção olfativa crescem durante pandemia e especialista reforça importância do t
Em tempos de pandemia da Covid-19, os problemas envolvendo a capacidade de sentir cheiros têm sido cada vez mais frequentes nos consultórios médicos. Conhecido como disfunção olfativa, o distúrbio já atingia 15% da população brasileira e ganhou força após a chegada do coronavírus. De acordo com a otorrinolaringologista credenciada no Mato Grosso Saúde, Elvira Lopes, o único caminho seguro e eficaz para superar o problema passa pela fisioterapia.
Leia mais:
Wilson reclama de vacinação de “guris” de 18 anos com comorbidades e cobra Emanuel: “maioria com laudo médico falso”
A médica relata que “com o surgimento do novo coronavírus, cerca de 83% dos pacientes relataram o distúrbio, sendo quase 43% com queixa de perda do olfato”. Dados levantados no Brasil apontam que os casos são mais comuns em mulheres e não possuem relação com a gravidade da doença. A especialista ainda explica que a perda do olfato, relatada por pacientes com Covid-19, acontece devido por conta do dano causado pelo vírus nas vias olfatórias, causando alteração na função dos neurônios olfatórios.
Apesar de não indicar gravidade nos casos de Covid-19, a disfunção deve ser tratada e observada com cautela, já que torna o paciente incapacitado de perceber a presença de produtos químicos nocivos, fumaça, comida estragada e problemas com a própria higiene.
Diferentes formas de tratamento
Sendo uma das formas mais eficazes de tratamento, a fisioterapia do olfato ajuda na melhora da disfunção após a exposição repetida ao odor. Atualmente são dois tipos de tratamentos conhecidos, sendo o clássico, que consiste na manipulação de essências baseadas em cheiro de quatro odores engarrafados, e a caseiro, desenvolvido por estudiosos brasileiros, onde são usados odores como: café, baunilha, mel, cravo, creme dental sabor menta, suco concentrado de tangerina e vinagre de vinho tinto.
Segundo a otorrinolaringologista, não existe superioridade entre os tratamentos, sendo necessário o acompanhamento com um profissional para compreender qual pode ser mais eficaz. “Não há dados que comprovem a superioridade de um método em relação ao outro, podendo ser orientado ambos os tipos. É importante lembrar que se deve ter cuidado com alguns odores”, afirma.
A profissional da saúde diz ainda que os odores devem ser separados em frascos com tampa, em pequena quantidade e serem trocados periodicamente. Ao separar os odores, o paciente deve cheirar de forma concentrada e mentalizar o odor por aproximadamente 10 segundos, com um intervalo de 15 segundos entre os cheiros.
“A realização da fisioterapia demanda tempo e dedicação dos pacientes, já que é feita em casa e nem todos seguem até o final. Pesquisa recente revela que a taxa de adesão ao tratamento após três meses foi de 88% e após seis meses uma diminuição para 56%. Já as porcentagens de melhora ficaram entre 23,5% e 25%", finaliza a especialista.
FONTE OLHAR DIRETO
