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Aposentada diz que pode ficar cega após falha médica do Estado

Uma mulher aposentada identificada como M.A.D.C se submeteu a uma cirurgia nos olhos na “Caravana da Transformação”, uma das bandeiras da gestão do ex-governador Pedro Taques, alega que corre o sério risco de ficar cega e culpa o Estado por erro médico.

Por isso, ingressou na Justiça contra o governo do Estado requerendo R$ 100 mil a título de dano moral e outros R$ 11 mil para custear despesas médicas e cirúrgicas para manter a visão.

Porém, o juiz da 5ª Vara Especializada da Fazenda Pública, Roberto Teixeira Seror, negou o pedido de liminar para obrigar o governo do Estado a custear no prazo de 48 horas uma nova cirurgia nos da aposentada M.A.D.C. A decisão foi publicada no dia 10 deste mês.

Conforme narrado na petição inicial, a aposentada se deslocou a Arena Pantanal no dia 23 de abril de 2018 para ser submetida a uma cirurgia de catarata por meio do programa “Caravana da Transformação”.

Após a inscrição, foi informada que a cirurgia seria realizada pela empresa 20/20 Serviços Médicos. Já naquele momento, foi realizada a consulta oftalmológica em menos de cinco minutos pelo fato da grande fila de outros pacientes.

Após a primeira cirurgia ser realizada no olho direito, no dia 2 de maio. Dias depois, foi submetida a segunda cirurgia. Desta vez, no olho esquerdo.

Durante o procedimento, a mulher diz que sentiu imensa dor. Percebeu, ainda, que o médico “cutucava” muito seu olho durante a cirurgia, no entanto, confiou no trabalho que estava sendo realizado naquele momento.

Porém, após consulta com médico particular descobriu que estava com lesão ocular, e contraiu toxosplamose em virtude da inflamação, consequentemente se transformou em uma doença ocular chamada Uveíte, que é uma doença inflamatória causada pela lesão da cirurgia.

Como houve demora no atendimento do retorno pós cirurgia, a mulher diz que enfrenta o sério risco de perder 100% de sua visão, em razão da negligência do poder público.

Após a negativa da liminar, o juiz Roberto Seror determinou que a Procuradoria Geral do Estado (PGE) apresente defesa. A partir daí, vai julgar o mérito da ação.

FONTE O LIVRE