Background

Notícias



entry image

Base tenta dominar CPI dos Medicamentos Vencidos

Sob orientação do Palácio Alencastro, a base do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Câmara se articula para afastar a oposição da relatoria da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os medicamentos vencidos encontrados no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC).

 

O Partido Verde (PV), que tem a maior bancada no parlamento junto com o Cidadania, com 3 vereadores cada, propõe que a relatoria fique com o vereador Luiz Fernando (Republicanos), partido com o terceiro maior número de vereadores.

 

A alegação é de que, além de ser médico, Fernando seria ‘independente’ dentro do parlamento. Porém, a oposição exige que a relatoria fique com o vereador tenente-coronel Marcos Paccola (Cidadania).

 

Nesta disputa, o PV mantém o nome do vereador Marcus Brito para ser membro. No entanto, caso não consiga apoio suficiente para indicar Luiz Fernando, a base de Emanuel Pinheiro votará para que Brito seja o relator.

 

Isso porque o regimento interno da Câmara diz que o primeiro signatário do requerimento da CPI preside a investigação. Já, segundo a base aliada, os demais membros seguiriam apenas o número de bancadas e não quem assinou a CPI.

 

Nessa guerra interna dentro do Colégio de Líderes para a composição da CPI, a base de Emanuel entende que, em caso de empate entre bancadas, o vereador indicado com maior quantidade votos, venceria. Porém, a tese não é consenso. Paccola enviou um ofício ao presidente da Câmara, Juca do Guaraná (MDB), solicitando a sua indicação para a relatoria da CPI.

 

Reunião na quarta

A tendência é que Juca do Guaraná convoque uma reunião extraordinária do Colégio de Líderes até esta quarta-feira (5) para definir os membros que investigarão os remédios vencidos na capital.

 

A criação da CPI contou com 18 assinaturas e foi proposta por Lilo Pinheiro (PDT). A previsão é que a investigação seja de 120 dias podendo ser prorrogada por mais 120 dias.

 

Os vereadores querem fazer um pente fino em toda a situação sobre ‘aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos e insumos realizados pela secretaria municipal de Saúde de Cuiabá’.

 

O escândalo dos remédios vencidos veio à tona no dia 23 de abril, após os vereadores da oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) terem recebido uma denúncia. Rapidamente, as imagens viralizaram nas redes sociais.

 

De acordo com os parlamentares, entre as medicações estão insumos destinados à intubação de pacientes nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) que não foram enviados aos hospitais e unidades de saúde da Capital. Entre os remédios vencidos estava o AmBisome, antifúngico que custa mais de R$ 20 mil.

Fonte GAZETA DIGITAL