Perícia levanta suspeita de distúrbio que matou vendedora
Perícia suspeita de que vendedora morta após cirurgia plástica sofreu um distúrbio agudo de coagulação sanguínea. Laudo de necropsia aponta que não houve qualquer tipo de lesão aos órgãos ou vasos sanguíneos dela. A conclusão da causa do sangramento intenso que atingiu Keitiane Eliza da Silva, 27, depende ainda da análise dos prontuários e exames médicos.
A vendedora passou por um procedimento cirúrgico que envolveu abdominoplastia, lipoaspiração, com enxerto de gordura no glúteo e correção de uma cicatriz na mama. De acordo com a família, após sair da cirurgia, Keitiane reclamou de
um mal-estar, sofreu uma hemorragia e não resistiu.
O diretor metropolitano de Medicina Legal, Eduardo Andraus Filho, explica que os exames feitos em Keitiane indicaram que não havia lesões, rupturas ou laceração de vaso sanguíneo, seja ele qual fosse, e nem de algum órgão. “Os pontos de sangramento eram difusos, ela sangrou por todo o corpo”, comenta o diretor. A vendedora morreu por choque hemorrágico.
O médico explica, porém, que esse não é um acontecimento esperado. O comum é o que o sistema de coagulação faça com que o sangramento seja curto, o mínimo suficiente para não colocar a vida da pessoa em risco. “Mas, no caso dela, houve um sangramento mais intenso que o habitual”, avalia em relação à Keitiane.
Filho destaca que, diante desse quadro, a suspeita é de que a vendedora tenha sofrido com uma coagulopatia. “É uma suspeita forte de que tenha havido um distúrbio de coagulação agudo no pós-operatório imediato e isso fez com que ela
sangrasse e não cessasse”, reforça.
Esse problema pode ter sido desenvolvido antes da cirurgia, mas não diagnosticado. Ou, ainda, no pós-operatório imediato,
o qual, analisa a medicina legal, é o mais provável.
“Esses distúrbios não são uma doença, mas consequência de uma ou de um trauma intenso”, complementa Filho. Entretanto, para essa averiguação, é preciso analisar os prontuários e exames médicos de Keitiane. Os documentos já foram pedidos aos hospitais pela Polícia Civil e deverão ser repassados ao Instituto Médico Legal em breve.
Outro lado
A reportagem procurou a assessoria de imprensa do cirurgião plástico Alexandre Rezende Veloso, responsável pelo procedimento em Keitiane, mas até o fechamento desta edição não obteve retorno. O espaço continua aberto, caso
o profissional queira se pronunciar.
FONTE GAZETA DIGITAL
