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Onze cidades de Mato Grosso precisam de kits intubação para pacientes covid

Onze municípios de Mato Grosso afirmaram em pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) que correm o risco de ficar sem medicamentos do chamado kit intubação. Dos 141, apenas 45 responderam aos questionamentos feitos pela entidade entre os dias 19 e 22 de abril. As pesquisas são realizadas por meio de call center e abrangem todos
os municípios do país. Dessa forma, os resultados apresentados indicam um cenário da situação nacional.

A CNM também perguntou aos gestores se, durante este ano, o hospital da região de cada um enfrentou problemas relacionados à falta do kit intubação. Dez municípios responderam que sim, informando que as unidades locais já ficaram sem os medicamentos do kit. A Confederação não divulga quais são os municípios consultados para preservar a autonomia
de cada ente. Quanto à falta de oxigênio, 3 municípios dos 45 questionados indicaram que essa é uma preocupação constante e admitiram que correm o risco de ficar sem o insumo nos hospitais da região. Quanto às internações em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) à espera de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 11 municípios afirmaram ter pacientes na fila.


O governo do Estado garante que zerou a demanda por leitos públicos de UTIs para pacientes de covid-19. Mato Grosso registrava filas há cerca de 50 dias e chegou a ter mais de 200 pessoas aguardando tratamento intensivo.


Na semana passada o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou que a pasta vai realizar um pregão nacional e internacional para tentar normalizar os estoques de medicamentos do chamado kit intubação, usado em pacientes nas unidades de terapia intensiva.


De acordo com o ministro, o pregão será na modalidade sem fixação de preços. Queiroga explicou que o ministério já fez ações junto à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a aquisição dos insumos, mas que o procedimento não é rápido e que optou por um pregão no intuito de conseguir os medicamentos em um prazo mais curto.


O ministro disse ainda que o ministério deve receber até o final do mês 1,1 milhão de medicamentos do kit intubação (formado basicamente por analgésicos, bloqueadores neuromusculares e sedativos) doados por empresas e que também aguarda a chegada de doações de outros países, como a Espanha.

FONTE GAZETA DIGITAL