Contrário a fechar UTIs para Covid, Lúdio quer convocar secretário para explicações
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) também criticou a decisão do governo de fechar leitos de Covid-19 no Hospital Regional de Rondonópolis, nessa segunda (19). Após a informação da suspensão, a secretaria estadual de Saúde, no entanto, emitiu nota informando que ainda se trata de um estudo para transferir os leitos a outras unidades e possibilitar a retomada das cirurgias eletivas.
Lúdio, que é médico sanitarista, afirmou que a região Sul de Mato Grosso ainda necessita desse atendimento, pois os leitos reservados para a pandemia continuam totalmente ocupados com pacientes de Covid.
“Essa decisão do governador é absurda. A pandemia não acabou ainda. Esses leitos estão funcionando com ocupação plena, atendendo toda a população da região Sul. São 800 mil habitantes que têm um único hospital público estadual, que é o Hospital Regional de Rondonópolis, como referência no atendimento à Covid-19", disse.
Além de Lúdio, o deputado estadual delegado Claudinei também se manifestou contrário ao fechamento dos leitos e o deputado federal José Medeiros (Pode) pediu ao procurador-Geral do Estado Francisco Lopes que adote providências para garantir os atendimentos na unidade.
Membro da Comissão de Saúde da Assembleia, Lúdio pretende mobilizar os parlamentares da comissão a convocar o secretário Gilberto Figueiredo para esclarecer e debater os encaminhamentos relacionados aos leitos de Covid no estado, em conjunto com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems) e da região.
A proposta de Lúdio é que todos os leitos de enfermaria e de UTI abertos na pandemia continuem ativos para tratamento da Covid-19 enquanto houver demanda de pacientes. E que mesmo depois que a pandemia acabar, os leitos continuem ativos, porém, passem a atender as outras demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Quando a demanda por atendimento à Covid cair, em função da evolução da epidemia, esses leitos gradativamente têm que ser substituídos para atender a demanda geral. Até porque antes da pandemia tínhamos 300 mil pessoas na fila aguardando algum procedimento no SUS em Mato Grosso: consulta especializada, exame especializado, internação, cirurgia. Portanto essa estrutura que foi ampliada em decorrência da pandemia precisa ser mantida e continuar funcionando”, afirmou Lúdio.
FONTE RDNEWS
