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CRM em Divinópolis alerta para agressões verbais e físicas sofridas por médicos e estimula denúncia

O Conselho Regional de Medicina (CRM) em Divinópolis alertou, nesta terça-feira (1º), que os médicos devem denunciar agressões verbais ou físicas, sofridas em unidades de saúde, principalmente neste período de pandemia do coronavírus. Na semana passada, uma médica foi agredida por uma paciente e pelo marido dela na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa da Prata. O Conselho ainda chamou atenção para a falta de segurança de algumas instituições como hospitais.

Guarda Civil registra agressão verbal e física contra médica em Pronto Atendimento de Lagoa da Prata
O delegado regional do Conselho Regional de Medicina (CRM) em Divinópolis, Eduardo Chula, afirma que tem aumentado o número de denúncias relacionadas a agressões de médicos e profissionais de saúde no período de pandemia, principalmente em unidades de urgência e emergência. Para ele se trata de um ato criminoso e que deve ser denunciado.

"Lançamos pelo CRM uma campanha em março desse ano, repudiando esses atos de agressão no exercício de profissão e orientamos quais as providências a serem tomadas", destacou.
Eduardo afirma que o primeiro passo é que o profissional acione a Polícia Militar (PM) e registre o fato ocorrido em boletim de ocorrência. Em seguida, em casos de agressões físicas o profissional deve fazer um exame de corpo de delito junto à Polícia Civil; o caso deve ser comunicado aos superiores do profissional e ao CRM. A partir de então as medidas referentes a cada caso serão adotadas.

Chula também ressalta que em muitas unidades de saúde, principalmente hospitais, falta segurança e isso precisa ser revisto pelos gestores de saúde de cada município. Na ocasião da agressão em Lagoa da Prata, não havia um segurança na unidade, segundo a médica.

"Solicitamos que os gestoras providenciem segurança para que os profissionais tenham paz para trabalhar, principalmente neste momento de pandemia ", enfatizou.

Médica agredida em Lagoa da Prata
A médica foi agredida verbal e fisicamente na última sexta-feira (28), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa da Prata. A ocorrência foi registrada pela Guarda Civil Municipal da cidade. Os dois agressores foram detidos e levados para a delegacia de Polícia Civil.

O G1 solicitou uma nota à Prefeitura sobre o fato, mas até a última atualização da matéria não obteve retorno.

Segundo a Guarda Municipal, os autores foram uma paciente da médica e o marido dela que reagiram depois de uma equipe da UPA informar que apenas a paciente poderia ficar na parte interna da unidade, já que as visitas estão suspensas nesse período de pandemia.

Ainda segundo a guarnição, a médica foi agredida verbalmente e fisicamente com tapas e empurrões. Por telefone, a profissional informou estar com vários hematomas, mas segue bem, fisicamente. Disse ainda que a Unidade de Pronto Atendimento não conta com profissionais de segurança e isso causa insegurança aos trabalhadores.

FONTE G1