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"Apesar do avanço da covid-19 crianças têm baixo percentual de infectados", diz pediatra

Em Mato Grosso, os casos confirmados da covid-19, já últrapassaram os 40 mil registros de pessoas que testaram positivo para a doença, e até esta última sexta-feira (24), de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, já chegando 1.600 óbitos. O que faz crescer a preocupação dos pais, com a saúde dos filhos.

Contudo, apesar dos números altos, o que se sabe até agora, ainda que sejam apenas teses, as crianças são o público menos atingido pelo vírus, o que alivia ao menos um pouco o coração destes pais.

No estado, o percentual dos casos de coronavírus confirmados em crianças até 10 anos é de 1%. Na faixa etária de 11 a 20 anos é de 6%. Já os óbitos em crianças menores de 5 anos chegam a pontuar 0,68%; entre 6 a 10 anos 0,09% e na faixa etária de 11 a 20 anos é de 0,51%. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso de 15 de julho.

O pediatra Douglas Coelho Magalhães explica que “as crianças apresentam sintomas semelhantes, mas no geral de forma bem mais branda”.

Contudo, a prevenção em crianças é, basicamente, a mesma dos adultos. “Não existem até o momento medidas mais eficazes ou especiais para as crianças, muito menos mediações para prevenir a contaminação pela doença. Mas, pode-se dizer que o tratamento é como a dos adultos”, complementa.

Em caso de sintomas iniciais da doença, o doutor orienta procurar um pediatra.

"As crianças devem ser cuidadas com repouso, boa hidratação, alimentação e ainda com uso de medicações sintomáticas, principalmente para controle da dor e da febre", diz.

O doutor ainda ressalta que a criança pode fazer qualquer um dos testes disponíveis para detecção do coronavírus. "Sua aplicação dependerá apenas de uma avaliação do pediatra", conclui.

Dados nacionais

A Organização Mundial da Saúde assegura que "crianças e adolescentes são tão suscetíveis à infecção quanto qualquer outra faixa etária". Entretanto, os casos pediátricos da covid-19 representam apenas "uma pequena parte (1% a 5%) de todos os casos relatados no mundo”.

Isso se deve ao fato de as crianças infectadas pelo coronavírus desenvolverem, em sua maioria, formas "leves" da doença, mesmo sem sintomas, o que as torna mais difíceis de detectar.

Outros especialistas acreditam, inversamente, que crianças e, em particular, menores de 10 anos, têm menos probabilidade de contrair o vírus do que os adultos.

FONTE O BOM DA NOTÍCIA