Laudo não identifica o que causou morte de bancária no RJ
24/07/2018 - 16:14
Auto: Divulgação /

 O laudo emitido nesta segunda-feira (23) pelo Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro (IML-RJ) acerca da morte da bancária cuiabana Lilian Calixto, 46, atestou como "indeterminado". Médicos legistas solicitaram exames complementares.

A bancária morreu na madrugada do dia 15 de julho após passar por um procedimento estético para preenchimento de glúteo, com o médico Denis Furtado, 45, conhecido como Doutor Bumbum.
O médico, a mãe dele, a médica Maria de Fátima Barros Furtado, a namorada Renata Fernandes, 20, e a técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva, 24, são acusados pela morte de Lilian.
Renata e a secretária foram presas no dia 17 e o médico e a mãe foram presos na tarde do dia 19, após 4 dias foragidos.
As prisões acabaram sendo cumpridas no Centro Comercial Barra Space Center, na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.
O Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) informou que cassou o registro do médico Denis César Barros Furtado. A mãe dele já estava com o CRM cassado no Rio de Janeiro.
Em nota, a Sociedade Brasileira de Cirúrgia Plástica (SBCP) lamentou morte de Lilian e reprovou a postura do médico, reforçando que ele "não é especialista em cirurgia plástica".
O caso
A gerente do banco Bradesco saiu de Cuiabá no sábado (14) para ir ao Rio de Janeiro realizar uma aplicação de polimetilmetacrilato (PMMA) nos glúteos.
Lilian pagou pelo procedimento em Brasília, porém, informações de última hora afirmavam que ela deveria ir para o Rio de Janeiro fazer a aplicação.
Lá, recebeu a indicação de que a cirurgia estética deveria ser na cobertura do profissional, na Barra da Tijuca.
Após a aplicação, Lilian passou mal e foi levada ao Hospital Barra D´or, na Barra da Tijuca, com pressão baixa.
Ela morreu duas horas depois de dar entrada na unidade médica. Segundo informações, por volta de 2h da madrugada de domingo, Lilian sofreu parada cardiorrespiratória possivelmente causada por embolia pulmonar.
O médico cobrava cerca de R$20 mil pelo procedimento. Denis Furtado divulgava os trabalhos em uma página na internet e redes sociais, local onde mostrava suas formações médicas como pós-graduação em dermatologia, medicina estética e nutrologia. Ele tem mais de 670 mil seguidores.
Indignados e emocionados com o caso da bancária Lilian Calixto, amigos e familiares se despediram em enterro realizado na quarta-feira (18), no Cemitério Parque Bom Jesus, em Cuiabá.
FONTE: Gazeta Digital
EDIÇÃO: Da Assessoria