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Covid-19: Entidades médicas recomendam o uso do teste rápido de antígeno

Uma das grandes estratégias para o efetivo controle da pandemia, como observado em vários países que obtiveram sucesso nessa questão, passa, indubitavelmente, pela testagem laboratorial em massa da população. Dessa forma, conseguimos diagnosticar os doentes rapidamente, permitindo o isolamento precoce dos pacientes e a triagem de eventuais contactantes diretos, bem como possibilita um cuidado mais célere dos casos mais graves.

Diante de tal cenário, o Comitê Extraordinário de Monitoramento da Covid-19, da Associação Médica Brasileira (CEM COVID_AMB), composto por representantes de várias sociedades de especialidades médicas do país, emitiu um boletim em seu site oficial, publicado em 21 de setembro desse ano, com algumas recomendações relevantes.

O Boletim 18/2021 do CEM COVID_AMB
O foco principal do documento é o teste rápido de antígeno, onde além de recomendar o seu uso – tanto no âmbito do SUS quanto da saúde privada/suplementar – aborda sua aplicabilidade, vantagens e desvantagens. O teste de antígeno é um exemplo de Teste Laboratorial Remoto (TLR), teste à beira leito, ou do inglês Point-of-Care Testing (POCT), no qual o exame é executado em dispositivos simples, compactos, de fácil operação, podendo ser realizado fora do ambiente laboratorial.

Existem atualmente dezenas de testes desse tipo já aprovados pela Anvisa e amplamente disponibilizados pelos fabricantes/distribuidores, já constando, inclusive, na Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos, a CBHPM, da Associação Médica Brasileira. Sua incorporação, no rol de exames obrigatórios que devem ser cobertos pelos planos e seguros de saúde, já encontra-se em tramitação na ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e a expectativa é de que sua inclusão deva ser aprovada em breve.

Utilizando um swab, o preparo e a coleta da amostra biológica (secreção de nasofaringe) é idêntica a da empregada no RT-PCR. Logo após a coleta, o material é preparado e transferido para um dispositivo (“sabonete”), de aparência semelhante ao dos testes rápidos sorológicos (IgM/IgG). Após cerca de 15 minutos, o resultado já está pronto para ser interpretado: a presença de apenas uma linha indica que o teste é negativo (faixa controle), ao passo que o aparecimento de duas linhas é sinal de um teste positivo (faixa controle + faixa da reação).

O teste de antígeno apresenta uma sensibilidade que pode variar de 85% a 90% e uma especificidade próxima de 100%, devendo ser realizado dentro dos primeiros sete dias a partir do início dos sintomas. Apesar de sua acurácia ser inferior ao do RT-PCR (teste padrão-ouro), seu menor preço, a possibilidade de ser realizado em locais com pouca infraestrutura, a simplicidade de execução e a rapidez com que o resultado pode ser disponibilizado, fazem com que o teste rápido de antígeno seja uma boa alternativa ao RT-PCR para o diagnóstico de pacientes sintomáticos na fase aguda da doença.

Conclusão sobre o teste rápido de antígeno
O documento emitido pela Associação Médica Brasileira (AMB) recomenda, dentre outras ações, a ampla utilização do teste rápido de antígeno em nosso País, bem como reforça a sua importância e efetividade no combate à Covid-19.

O Brasil é um país de dimensões continentais, com grande heterogeneidade de abrangência e complexidade da cobertura dos sistemas de saúde. Por ser um teste barato, de resultado praticamente imediato e confiável para o diagnóstico da Covid-19, o teste rápido de antígeno, quando bem indicado, pode ser um instrumento valioso na redução da circulação viral, ao permitir um isolamento precoce dos doentes, interrompendo a cadeia de transmissão.

Fonte PEB MED