Notícias

Sindimed-MT assinala que não há grandes razões para comemoração

Apesar de se celebrar o ‘Dia dos Médicos’ nesta quinta-feira (18), o Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed-MT) revela que a categoria não tem grandes razões para comemorar. O apontamento se deve à aprovação de pautas importantes e que dão novos rumos ao exercício profissional no Brasil, como a reforma trabalhista e a decisão favorável do Supremo Tribunal Federal (STF) pela terceirização da área fim.
Para o diretor de imprensa do Sindimed-MT, Adeildo Lucena, a reforma trabalhista retirou inúmeros direitos dos trabalhadores brasileiros e os reflexos dessas mudanças já podem ser sentidos na saúde pública. Diante da instabilidade no emprego em decorrência de contratos precários entre gestores e médicos, muitos profissionais têm surtado diante das agruras de um trabalho cada vez mais exaustivo. “Hoje o médico precisa ter vários empregos para poder se sustentar”.
Exemplo do estresse vivido pelos profissionais é a pesquisa recentemente divulgada pelo ‘US Departamento of Labor’, dos Estados Unidos. O levantamento revelou que das 20 profissões mais estressantes do mundo, quatro delas são especialidades médicas - em primeiro lugar do ranking está urologia, em segundo anestesiologia, obstetrícia em oitavo e cirurgia geral em décimo.
Para Adeildo, que é médico de família e atua no Sistema Único de Saúde (SUS), a falta de insumos básicos e salários ruins são os grandes entraves enfrentados no dia a dia pela categoria, em que pese especialmente os médicos que atuam no setor público. “Com salários ruins, a solução é trabalhar, trabalhar e trabalhar para salvar vidas, enquanto o próprio médico perde a sua”, enfatizou, ao revelar que a qualidade de vida dos profissionais é a missão do Sindicato.

Entre as principais pautas defendidas pela Instituição estão a criação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos médicos do Estado, ajustes no PCCS dos médicos de Cuiabá e medidas que interfiram diretamente em melhorias nas condições de trabalho por parte dos gestores. “A pejotização escamoteia essa a realidade. Porque, com isso, os profissionais perdem o direito à aposentadoria, décimo terceiro, férias, enfim. Quem salva, também precisa se salvar”.