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Médico diz que politização e informações desencontradas pioraram o cenário da covid-19

O médico Marcelo Sandrin, clínico geral intensivista e diretor presidente do Hospital Beneficente Santa Helena, ao apontar os rumos que a pandemia da covid-19 vem tomando em Mato Grosso e no país, lembrou que o excesso de informações e muitas desencontradas, têm causado um profundo desconforto às pessoas.

Frisando que as pessoas já têm sido obrigadas a conviverem - neste momento crítico -, com o medo do contágio da doença, assim, a desinformação não ajuda, só atrapalha.

O ‘bate-bola’ aconteceu em entrevista virtual, com o jornalista Edivaldo Ribeiro no portal O Bom da Notícia.

Sandrim ainda criticou duramente a politização da doença, dizendo que o país vive um momento difícil e que, assim, deveríamos nos atentar mais às ações no combate do coronavirus, como forma de darmos, inclusive, conta de vencer esse flagelo.

Sandrin ainda criticou duramente a politização da doença, dizendo que o país vive um momento difícil e que, assim, deveríamos nos atentar mais às ações no combate do coronavirus, como forma de darmos, inclusive, conta de vencer esse flagelo.
“Nós precisamos acalmar e encarar. Mato Grosso é visto como o Estado com uma das menores taxas da incidência da doença no Brasil [...] Assim, preisamos lembrar que ciência se faz com calma e não com pavor, com medo ou uso político de doenças. O indigno que está acontecendo neste país é o uso político de um problema de saúde que é um desafio poucas vezes colocado em nossa mesa. Estamos vivenciando já a quarta grande epidemia dos últimos 40 anos”, aponta.

O uso da cloroquina, foi motivo para embates entre Bolsonaro e o ex-ministro Mandetta, e também causou desconforto entre o presidente e o ex-ministro Teich que estava sob comando do Ministério da Saúde. O presidente é a favor do uso do remédio em todos os casos, e não apenas nos mais graves.

Os dois ex-ministros - Mandetta e Teich -, alertaram que a cloroquina tem efeitos colaterais e que qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica.

Para Marcelo, o medicamento só deverá ser usado após uma consulta médica, sobretudo, com muito cuidado, acompanhamento e segurança.

E ao analisar o cenário pandêmico, Sandrin criticou a falta de um gabinete único para se discutir alternativas mais eficazes de combate à covid-19. Ou seja, na existência de uma só Comissão de Enfrentamento à doença com clínicos, cientistas, sociólogos e especialistas em assistência social para determinar o andamento da pandemia.

“Acho que daqui a pouco vamos caminhar para uma escalada maior. Mas, eu espero, que Mato Grosso continue com índices baixos. Eu sou da linha de frente e não vou parar de atender por conta desta pandemia”, ainda afirmou Marcelo, ao apontar a escalada dos casos, após a flexibilização das atividades econômicas e o crescente número de óbitos em Mato Grosso, em particular, na capital, onde o contágio tem se dado de forma comunitária (quando não há como detectar, com precisão, os locais).

FONTE O BOM DA NOTÍCIA