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Cientistas próximos de desenvolver um ovário artificial em 3D!

Pela primeira vez, os cientistas identificaram e mapearam a localização de proteínas estruturais em um ovário de porco. O desenvolvimento contínuo de uma “tinta” com essas proteínas serão usadas para a impressão de um ovário artificial em 3D (ou bioprotético) que pode ser implantado e permitir que uma mulher tenha um filho.

O primeiro ovário artificial em 3D
“Este é um grande avanço para as mulheres que se submetem a tratamentos contra o câncer que prejudicam a fertilidade. Nosso objetivo é usar as proteínas estruturais do ovário para projetar um andaime biológico capaz de suportar um banco de potenciais ovos e células produtoras de hormônios. Uma vez implantado, o ovário artificial responderia a sinais naturais de ovulação, permitindo a gravidez“, diz a autora sênior do estudo a Dra Monica Laronda, diretora de pesquisa básica e translacional, programa de restauração e preservação de fertilidade e hormônios da Ann & Robert H. Lurie Children’s do Hospital de Chicago e professora de pediatria na Northwestern University Feinberg School of Medicine, nos EUA.

Em novembro de 2019, a o Dra Laronda com três outros colaboradores, recebeu uma patente para a criação de um ovário artificial. Até agora, ela e seus colegas imprimiram um ovário artificial em 3D que eles implantaram em um camundongo estéril. O rato foi capaz de engravidar e teve filhotes vivos. Esses resultados inovadores foram publicados em 2017 na revista científica Nature Communications.

“As proteínas estruturais de um ovário de porco são o mesmo tipo de proteína encontrada em humanos, dando-nos uma fonte abundante de uma bio-tinta mais complexa para a impressão 3D de um ovário para uso humano. Estamos um passo mais perto de restaurar a fertilidade e a produção de hormônios em mulheres jovens que sobrevivem ao câncer infantil, mas entram na menopausa precoce como efeito tardio. Ainda há vários passos a seguir e estamos animados em testar nossas novas tintas”, diz a Dra Laronda.

Cientistas próximos de desenvolver o primeiro ovário artificial em 3DA metodologia que a Dra Laronda e colegas usaram para identificar e mapear proteínas estruturais em um ovário pode ser usada por cientistas para investigar outros órgãos de interesse.

“Nós desenvolvemos um pipeline para identificar e mapear proteínas de andaimes no nível do órgão. É a primeira vez que isso é realizado e esperamos que isso incentive mais pesquisas sobre o microambiente de outros órgãos”, concluiu a Dra Loronda.


FONTE 4MEDIC