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Revalida: 1,2 médicos ainda aguardam prova da UFMT e OAB cobra explicação

Ainda há cerca de 1,2 mil médicos formados no exterior, aguardando a prova da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para que possam atuar no Brasil. A cobrança, que é feita desde o ano passado pela classe política, diante da pandemia da covid-19, continua apenas no papel.

A última prova do Revalidade da UFMT foi feita em janeiro de 2020, antes da pandemia, quando 3.700 alunos participaram da prova da segunda etapa do edital. Desde então, ninguém mais pode atuar e, justamente por causa do novo coronavírus, as provas - que são presenciais - continuam sendo adiadas.

A situação fez com que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT) enviasse ofício à Universidade cobrando um posicionamento, entre eles, a possibilidade de aplicar a prova online.

Em ofício protocolado nessa semana, a OAB-MT solicitou o número de procedimentos de revalidação de diplomas já realizados e concluídos pela UFMT e o calendário aplicado, com o objetivo de medir o tempo médio do procedimento; o número de procedimentos em andamento; e o número de alunos que se encontram na última etapa da revalidação de diploma. Além disso, a Ordem requereu que a Universidade se manifeste sobre a possibilidade da conclusão dos processos por meio de provas on-line e procedimentos à distância.

Segundo o presidente da Comissão de Saúde da OAB-MT, Danilo Gaiva Magalhães dos Santos, o objetivo é compreender o cenário e apresentar soluções, propondo, se possível, a realização de um procedimento de revalidação simplificada, dentro dos âmbitos legais já definidos. “Se existem profissionais qualificados e querendo trabalhar e existe, ao mesmo tempo, demanda para contratação de profissionais, acreditamos que devemos trazer esses médicos para o mercado e colocá-los sob orientação de médicos mais experientes para que possam atuar”, explicou.

A OAB-MT defende que a revalidação dos diplomas dos profissionais médicos formados no exterior é uma oportunidade viável e que trará impacto positivo imediato para a sociedade. “A falta de médicos e profissionais habilitados tem sido um dos grandes gargalos dos gestores públicos no combate à pandemia. A simplificação do Revalida já é prevista em lei por regulamentação específica e o nosso entendimento, considerando o agravamento da crise sanitária, é que a concretização do direito à saúde da população deve ser priorizada”, concluiu Danilo Gaiva.

A UFMT ainda não respondeu aos questionamentos.

FONTE ÚNICA NEWS