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Abong defende quebra de patente e acesso

Sistema Único de Saúde (SUS) e Conselho Nacional de Saúde (CNS) serão essenciais no processo de democratização de acesso aos imunizantes;

Ação pressiona parlamentares a votarem PL que combate monopólios para tecnologias, insumos e tratamentos contra a Covid-19, em www.vacinaparatodas.redesolidaria.org.br

São Paulo, janeiro de 2021 – A Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong), que reúne mais de 250 entidades em todo Brasil, manifesta seu posicionamento em defesa do direito universal de acesso a futuras vacinas contra a Covid-19. A Abong compreende que a imunização de cada indivíduo é essencial para a coletividade e chama a atenção para o risco iminente de manutenção da lógica do lucro em detrimento da vida humana.

De acordo com a Abong, o Brasil, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), tem os mecanismos institucionais, jurídicos e econômicos capazes de garantir esse direito. As resoluções e orientações do Conselho Nacional de Saúde também caminham neste sentido. Assim, a Abong apoia a aprovação do PL 1462/2020, apresentado por dezenas de parlamentares de diversos partidos – dentre eles Cidadania, DEM, PCdoB, Podemos, PSB, PSD, PSDB, PSL, PT e PTB.

A Abong defende também que seja garantida a articulação nas três esferas de governo, por meio do Conselho Nacional de Saúde (CNS), para o acompanhamento de todo o processo de testagem e validação das vacinas em território nacional, sua aprovação pela ANVISA, as políticas de aquisição, preços, quantidades e a definição dos protocolos e calendários de imunização da população brasileira.

“Tais medidas não podem sofrer influência de interesses político partidários, pois são questões de estado, de segurança pública e sanitária, exigindo dos agentes públicos alto nível de compromisso com a cidadania e a vida da população”, afirma Mauri Cruz, membro da Diretoria Executiva da Abong.

De acordo com a Abong e organizações à frente da Campanha Vacina Para Todas e Todos, é inaceitável que, no enfrentamento à pandemia, empresas privadas aumentem valores e imponham regras – com o beneplácito de governos – para a ampliação de seus lucros. É preciso que, nos termos definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as medidas necessárias – a vacina em especial – sejam consideradas bens comuns, não disponíveis para interesses mercadológicos.

Brasil já foi referência mundial em quebra de patente

O governo brasileiro já optou pela quebra de patente de medicamentos para garantir a saúde da população. Em 2001, liberou a licença compulsória de medicamento que integrava o coquetel antiaids, depois de não conseguir negociar a redução do preço com o laboratório responsável por sua produção.

A iniciativa foi elogiada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI). O país conseguiu comprar a dose do medicamento genérico por US$ 0,43, enquanto a dose original custava US$ 15,90, poupando cerca de US$ 1,2 bilhão.

A iniciativa da Abong conclama a sociedade civil organizada para aderir à Campanha Vacina para Todas e Todos. O objetivo é assegurar a imunização contra o coronavírus, mas, também, contra o individualismo e a desigualdade. A adesão pode ser feita por qualquer pessoa que acessar o site www.vacinaparatodas.redesolidaria.org.br

FONTR AGENCIA GALO


Saúde terá déficit de 18 milhões de profissionais até 2030


A previsão nada otimista de que vão faltar 18 milhões de profissionais de saúde em todo o mundo, incluindo o Brasil, é do Chefe global de saúde da KPMG International, Mark Britnell.

Segundo o executivo, não há como atingir a meta de formação de profissionais necessários nesse período, por isso, faltarão médicos e enfermeiros.

Para agravar, a pandemia do novo coronavírus expôs, de maneira precoce, os problemas que serão causados por esse déficit: o acesso desigual à atenção primária e o aumento da lista de espera por atendimento só tendem a piorar.

Não é recente a necessidade de fazer mais com o número de profissionais existentes. É preciso aumentar a produtividade ao mesmo tempo que o cenário é de profissionais que já se encontram sobrecarregados.

A solução vem do uso inteligente da tecnologia. Conforme Mark Britnell, 36% dos serviços executados pelos profissionais de saúde poderiam ser automatizados.

Foi pensando em atender a estas novas demandas que a Rdicom criou o robô Vics: um algoritmo que se juntou aos profissionais de saúde para enfrentar o novo coronavírus.

Agilidade e diagnóstico à distância

O Vics é um robô que foi treinado com mais de 100 mil exames de tórax, entre eles mais de 1.000 exames de pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus.

Com precisão de 97% no diagnóstico, o Vics está desafogando os hospitais e unidades de saúde que o utilizam, através de uma solução simples que utiliza exame de raio-x - considerado um dos exames mais facilmente encontrados nas unidades de saúde, desde pequenas à grandes cidades.

“O diagnóstico por raio-x não é teste de covid. Ele dá subsídio para o médico definir, a partir das lesões identificadas, qual tratamento proporcionar ao paciente, se é necessário encaminhar para outros exames, respirador, etc”, explica o CEO da Rdicom, Robson Fagundes.

Além do mais, a tecnologia permite que as imagens sejam compartilhadas digitalmente e que os laudos sejam emitidos à distância, garantindo que os profissionais possam interpretar e fazer diagnósticos de qualquer lugar, com mais segurança, oferecendo o atendimento e tratamento ágil que os pacientes necessitam.

Sobre a Rdicom

Desde a sua origem, a Rdicom tem como objetivo entregar exames de radiologia via internet. Assim, médicos e pacientes podem acessar as imagens e resultados de qualquer lugar, sem precisar se deslocar. O que facilita bastante a vida de pacientes que estão em cidades pequenas ou distantes dos grandes centros de tratamento.

FONTE ASSESSORIA